sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Life




Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo.. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O Tempo




O tempo me dá medo...
Porque é ele que faz com que as memórias se vão...
É ele quem aumenta a saudade...
É ele que te faz ver que o que passou é realmente importante...

O tempo também me dá medo,
porque é ele que em algumas pessoas causa o efeito contrário
faz com que pessoas esqueçam pessoas...
e momentos especiais para uma parte delas...

O tempo me dá medo...
Porque é ele que cura as feridas do coração..
Se a cada 2 dias se cura uma ferida...
A cada dia nasce outra...

O tempo me dá medo...
Porque quando mais queremos que ele passe...
Ele para.

Foda-se!




Estava aqui, eu, viajando em pensamentos sem nada pra fazer (eu disse NADA mesmo), e sei lá, resolvi escrever.
Não quero que isso aqui vire só mais um diário idiota, apesar da grande vocação que tem.
Tenho as vezes uma inspiração belíssima, com a qual escreveria poemas lindos de amor, ou que falem sobre a vida em si, mas hoje só quero dizer um foda-se.
Como minha amiga Natália, cujo o link do Blog dela colocarei em breve no meu, me encorajou a fazer isto.
Escuto sim músicas barulhentas, que falam de nada com coisa nenhuma... Pra quem não gosta um foda-se.
Durmo tarde sim, e se possível acordo mais tarde ainda. Pra quem também não gosta, mais um foda-se.
Quando trabalhava no call center do qual saí agora, ficava desenhando no paint quando ainda havia um mínimo tempo de ociosidade. Pra quem não gosta, leia o título.
Deve ter muita gente que me acha feio, descordenado, chato e etc. Um foda-se cheio de energia pra esse tipo de gente, que senta em cima do seu próprio rabo pra olhar o dos outros.
Enfim... Não quero simplesmente que se fodam as coisas que não me agradam... Este "foda-se" é um foda-se carinhoso, de quem se preocupa com o mundo em que vive, e infelizmente, na maioria dos casos, gosta das pessoas que estão nele.
Sejam felizes meus amigos... Quando aprenderem a ligar o "foda-se" também vocês verão que é mais fácil aceitar certas coisas... E a vida repentinamente volta a ter o mesmo brilho de antes.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Seja um idiota...

Seja um idiota...

A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre.
A vida já é um caos. Por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?
Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes,separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!
Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você.
Ignore o que o boçal do seu chefe disse.
Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele!
Milhares de casamentos acabaram não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice.
Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor ideia de como preencher as horas livres de um fim de semana?
Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo.
Você quer? Espero que não!
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Brincar é legal!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida e esse é o único "não" realmente aceitável.
Teste a teoria.
Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

(Ailin Aleixo)